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Especial Técnicas Avançadas

TMQ – Número Especial – Técnicas Avançadas da Qualidade

01/11/2016 |

Este número especial sobre Técnicas Avançadas vem na senda do número sobre Abordagens Lean, o qual teve a coordenação de um Editor Convidado. Esperamos que, após este segundo caso, outros números especiais possam também ser editados com a colaboração de outros Editores Convidados.

As dinâmicas em que as organizações têm de desenvolver as suas atividades apresentam muitas pressões para resultados impactantes de curto prazo, o que, por um lado, leva os decisores a privilegiarem abordagens que respondam a essa necessidade (como é o caso das abordagens Lean), mas por outro lado, tendem a esquecer outras técnicas e métodos com resultados provados, mas com maior grau de complexidade.

Uma nova abordagem à seleção de variáveis para o planeamento de experiências

01/11/2016 |
Este artigo aborda a fase dos testes prévios à condução do Planeamento de Experiências (DOE), usando pela primeira vez uma ferramenta da área dos sistemas de engenharia para uma melhor definição do problema de qualidade a analisar, permitindo também uma melhor seleção dos fatores controláveis e respetivos níveis e gamas operatórias. Esta nova ferramenta, baseada numa amplamente conhecida ferramenta de sistemas de engenharia chamada Matriz de Estrutura de Projeto (DSM), foi denominada como Matriz de Não-Conformidades (NCM), sendo uma matriz que sistematiza as não-conformidades originadas ao longo da linha de produção, destacando as inter-relações entre elas de uma forma estruturada. O artigo também aborda as principais diretrizes a ter em conta quando se realizam os testes prévios ao desenho de experiências escolhido, tendo como base uma caso de estudo real de um processo de fabricação de bens de consumo, i.e. aerossóis em folha-de-flandres. Esta nova proposta permite uma modelação holística de todo o sistema de produção, tendo-se revelado uma ferramenta valiosa para uma aplicação mais eficaz do DoE.

Palavras-Chave: Matriz de Não-Conformidades, Planeamento de Experiências, Testes pré-experimentais.

Desenho e Análise de Experiências – Diretrizes, Falsos argumentos e Erros

01/11/2016 |
Vários argumentos têm sido apresentados para justificar a utilização esporádica ou a não utilização do Desenho e Análise de Experiências. Entre os argumentos mais frequentes incluem-se a não aplicabilidade, a inutilidade e/ou a dificuldade em utilizar. Erros ao nível das atividades operacionais e na execução das experiências são também comuns e desencorajam a utilização ou a utilização mais frequente desta ferramenta. Neste artigo desmistificam-se os referidos argumentos, apresentam-se as diretrizes para uma implementação bem-sucedida do Desenho e Análise de Experiências e faz-se referência aos erros que são vulgarmente cometidos na sua utilização.

Palavras-Chave: Barreiras, Custo, Formação, Qualidade, Robustez, Variância.

Aplicação do Desenho de Experiências a um Ciclo de Refrigeração

01/11/2016 |
Os ciclos de refrigeração são utilizados numa vasta diversidade de equipamentos domésticos e industriais (residenciais e não residenciais) e a sua eficiência depende de várias variáveis. Para avaliar a influência das variáveis de controlo selecionadas na eficiência de um ciclo de refrigeração por compressão foram realizadas experiências estatisticamente planeadas. Uma função polinomial foi usada para caracterizar a eficiência do ciclo e identificados os valores paras as variáveis que permitem obter a maior eficiência possível. Os resultados dão a necessária confiança para que a abordagem ilustrada seja aplicada no design e melhoria do funcionamento de ciclos de refrigeração.

Palavras-Chave: ANOVA, Condensação, COP, Evaporação, Termodinâmica.

Aplicação do DOE no conforto térmico em edificações

01/11/2016 |
Promover a sustentabilidade nas habitações é um desafio e uma preocupação atual no Brasil. A aplicação de conceitos bioclimáticos no delineamento do projeto de uma edificação pode contribuir para o equilíbrio adequado do consumo de energia e condições de conforto. Neste sentido este trabalho teve por objetivo analisar as condições de conforto térmico numa habitação de interesse social situada no norte do Estado de Santa Catarina, na região sul do Brasil. Esta análise foi realizada considerando três diferentes características construtivas a saber: as aberturas, a orientação e presença de brises – dispositivo arquitetónico utilizado para impedir a incidência direta de radiação solar nos interiores de um edifício. O objetivo era avaliar a influência destas variáveis no conforto térmico, medido em horas de desconforto. Foram realizadas simulações utilizando o programa ENERGY-PLUS, que calcula a carga térmica e análise energética de edificações, bem como os seus sistemas sob um planejamento fatorial completo. As análises estatísticas foram realizadas com o R. Os resultados parciais apontam que as aberturas, brises e orientações são significativas e influenciam o conforto térmico.

Palavras-Chave: Conforto térmico, Planeamento de Experiências, simulação termo-energética, software R.

Uma Abordagem Alternativa para Otimizar Múltiplos Objetivos em Contexto Industrial

01/11/2016 |
Os processos e os produtos têm inerentes múltiplas características que devem ser otimizadas simultaneamente de modo a que seja possível encontrar a melhor solução de compromisso. Em contraste com a prática frequentemente usada mas fortemente desencorajada da otimização separada de cada uma das características que se pretendem otimizar, neste artigo sugere-se a utilização de um critério para a otimização simultânea de várias caraterísticas que é fácil de entender e de implementar, bem como métricas para avaliar a qualidade das soluções geradas. A utilização destas métricas permitirá ao decisor selecionar a solução com base no desvio cumulativo das respostas em relação aos respetivos valores alvo, na qualidade das previsões e/ou na robustez. Para avaliar e comparar o desempenho da abordagem proposta com a de outra frequentemente utilizada na resolução de problemas industriais, simularam-se condições adversas de operação em termos da variância nos processos de fabrico e analisaram-se quatro casos de estudo com diferentes tipos e número de respostas, regiões de operação e número de variáveis.

Palavras-Chave: Otimização, Custo, Variância, Robustez.

Gestão e Fiabilidade Operacional

01/11/2016 |
O modelo de gestão operacional proposto considera que num processo produtivo contínuo e estável a taxa de avarias dos equipamentos caracterizada através do MTBF (mean time between failures) é, aproximadamente, constante ao longo do tempo e que o maior ou o menor risco das avarias ocorrerem dependem de vários factores operacionais relacionados com a eficiência e a eficácia da condução e da manutenção dos equipamentos. Conhecendo-se as funções e os modos de falha dos diferentes tipos de equipamentos estáticos e rotativos e, ainda, os principais factores que influenciam as avarias a eles associados recorre-se do modelo dos riscos proporcionais para a determinação da significância que esses factores podem ter na fiabilidade operacional presente e futura. Com base nos resultados obtidos numa área fabril de uma unidade industrial de produção de pasta para papel é proposta uma nova abordagem ao planeamento das actividades operacionais prestadas pela função Manutenção e a sua interpenetração com a Produção, no que diz respeito à condução dos equipamentos, para a melhoria da fiabilidade operacional e consequentemente da produtividade organizacional.

Palavras-Chave: Ocovariáveis, risco de avaria, fiabilidade e produtividade operacional.

Controlo Estatístico de Processo em Contextos “Short Run”: Modelo de Decisão

01/11/2016 |
Para além de cada vez mais exigirem produtos com melhor qualidade e ao mais baixo custo possível, os clientes procuram também soluções com maiores níveis de personalização. Face a isto, as empresas industriais procuram adoptar sistemas de produção flexíveis, incluindo estratégias de personalização em massa, o que coloca novos e sem precedentes desafios em termos de procedimentos de controlo da qualidade a adoptar. O controlo estatístico do processo (SPC) abrange um amplo leque de métodos para monitorizar o desempenho de processos e detectar situações anómalas no seu comportamento, mas a sua utilização tradicional não fornece soluções adequadas ao exercício das actividades de controlo da qualidade durante a produção de pequenos lotes, no arranque de um processo, ou quando existe uma grande diversidade de artigos a produzir. Situações como estas encontram-se no âmbito da chamada produção de pequenas séries (“short-run”). Vários métodos de SPC têm sido propostos para lidar com diferentes ambientes de “short run”; cada um com as suas vantagens, limitações e especificidades. Este artigo fornece uma revisão da literatura completa e actualizada sobre o tópico, distingue diferentes classes de abordagens de SPC para pequenas séries e, a partir daqui, apresentar um modelo de decisão conducente à selecção do melhor método de “SPC short run” para uma determinada realidade. O modelo foi testado numa empresa têxtil e incorporado numa solução de software.

Palavras-Chave: Cartas de controlo; Controlo estatístico do processo (SPC); Modelo de decisão; Short-Run.

Análise de falhas e manutenção preventiva numa central de gases medicinais

01/11/2016 |
O presente trabalho enquadra-se na área técnica das instalações e equipamentos do Centro Hospitalar de Setúbal E.P.E. (CHS), abrangendo a área de Gases Medicinais do Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão (HOSO). Este trabalho tem como objectivos identificar e descrever os sistemas e equipamentos genéricos relativos aos Gases Medicinais (Oxigénio) e respectivas opções de manutenção.

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