Qualidade em saúde: da definição de políticas à avaliação de resultados

2.00

PAULO JORGE SANTOS SOUSA

Resumo

Ao nível das políticas de saúde os principais condicionalismos que hoje se colocam prendem-se, entre outros, com: i) as alterações demográficas e envelhecimento da população; ii) a crescente complexidade dos cuidados de saúde; iii) o desenvolvimento tecnológico; iv) o aumento das expectativas dos doentes e; v) os problemas associados ao financiamento, que condicionam, não só o presente, mas sobretudo a sustentabilidade no futuro. Do ponto de vista da qualidade, «o grande desafio» têm a ver com a necessidade de criar com sucesso, um sistema que, de forma coerente e integrada, englobe os múltiplos esforços que, os profissionais e as organizações estão a desenvolver de molde a potenciar os benefícios para os doentes. A avaliação da qualidade dos cuidados prestados, visando a melhoria contínua e o aumento da efectividade dos mesmos, constitui uma finalidade dos sistemas de saúde modernos. Neste contexto, à semelhança do que se passa noutros países, as questões relacionadas com a avaliação, garantia e melhoria contínua da qualidade no sistema de saúde, de âmbito público, privado ou social, assumem cada vez maior relevância. Melhorar a qualidade dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos e assegurar a todos os utilizadores acesso a cuidados de qualidade, em tempo útil e com custos adequados é, pois, um desafio para os diferentes actores (stakeholders) da saúde.

Palavras-chave: Qualidade, Políticas de Saúde, Avaliação.

Informação adicional

Índice

1. QUALIDADE EM SAÚDE
2. POLITICAS DE QUALIDADE EM SAÚDE
3. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE EM SAÚDE
3.1. MODELO DE MAXWELL
3.2. MODELO DE DONABEDIAN (TRÍADE DE DONABEDIAN)
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

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