TMQ – Temático 3 – Saúde | 2016

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Editores
António Ramos Pires

Margarida Saraiva

Álvaro Rosa

Resumo

Este número temático 3 sobre o Setor da Saúde vem na senda dos dois números já publicados sobre o mesmo tema, o que resulta da importância que a TMQ dedica ao setor. Esperamos que este nosso interesse se traduza na publicação frequente de outros números, e com a colaboração de editores convidados.

O setor da saúde tem importância relevante no bem-estar e na qualidade de vida das populações. A gestão de unidades de saúde tem de responder às necessidades e expetativas dos cidadãos. Estas aumentam e diversificam-se, quer por força das maiores exigências dos utentes, quer pelos impactes da evolução demográfica.

As situações em que os cidadãos recorrem aos cuidados são com frequência caracterizadas por situações de fragilidade emocional e anímica dos mesmos, o que deveria traduzir-se em procedimentos sólidos, transparentes, eficazes e geradores de confiança por parte dos prestadores. Adicionalmente, a sensibilidade dos meios de comunicação perante falhas ou deficiências dos serviços tem consequências positivas de alerta e pressão sobre os decisores e gestores, mas assume também notícias demasiado caricaturais e pouco informativas dos reais e potenciais problemas.

A evolução técnica e científica tem vindo a acelerar as opções disponíveis aos níveis dos equipamentos, medicamentos e outros meios, o que potencia a melhoria das respostas e dos ganhos em saúde. Contudo, os recursos tendem a ser limitados, não só pelos constrangimentos económicos, mas também pelo envelhecimento da população e pelo preço elevado de tecnologias inovadoras, o que deveria originar processos otimizados. A experiência referenciada de muitos autores mostra que importantes benefícios podem ser conseguidos se as técnicas e métodos da qualidade puderem ser aplicadas no setor. Sobre este assunto, temos vindo a chamar a atenção para a necessidade de serem utilizadas mais técnicas e métodos de controlo e gestão, e mais sofisticadas, e não menos.

Sabemos que alguns tentam responder à complexidade com abordagens simplistas, mas os riscos estão identificados, e são muito elevados. Achamos que a comunidade científica tem de encontrar soluções para a necessidade de respostas planeadas e provadas, e que devem passar por recursos qualificados capazes de lidarem com a complexidade, de tal modo que os utilizadores usem apenas a parte útil das técnicas e métodos, através das potencialidades das tecnologias disponíveis, nomeadamente as de informação e comunicação. Sem querermos aprofundar este tema, o movimento da qualidade em saúde necessita refletir sobre as novas realidades decorrentes do mercado, da evolução técnica e científica e das mutações sociais e económicas a nível local, regional e global.

A perspetiva multi e interdisciplinar adotada pela TMQ acolhe muito favoravelmente os contributos de novas e renovadas técnicas e abordagens que contribuam significativamente para uma nova visão e um novo entendimento do movimento da qualidade.

Este número oferece importantes trabalhos de aplicação de tecnologias da saúde, e da sua avaliação (Acuidade do eletrocardiograma no diagnóstico de hipertrofia ventricular esquerda em indivíduos hipertensos; Esquemas alternativos para o tratamento do cancro da próstata; Patologia mamária; Estudo comparativo entre o tonómetro de aplanação de Goldmann e o tonómetro de não contacto em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto), incluindo, ainda, artigos sobre técnicas e modelos de organização e gestão (Influência de conhecimentos, habilidades e atitudes dos profissionais de saúde na propensão para a notificação de incidentes/eventos adversos; Abordagem por processos; Aplicação do modelo EFQM ao sector da saúde).

O esforço de divulgação da TMQ no espaço latino-americano contínua, o que se traduz no aumento da lista de divulgação que tem vindo a aumentar de forma significativa.

O esforço de divulgação da TMQ no espaço latino-americano contínua, o que se traduz no aumento da lista de divulgação que tem vindo a aumentar de forma significativa.

Renovamos os nossos votos para que esta iniciativa editorial contribua para um maior contacto entre os interessados/investigadores e os profissionais das áreas profissionais relacionadas, bem como para reforçar o suporte científico da qualidade na área da saúde. Para terminar, não poderíamos deixar de agradecer a todos os autores e revisores, que tornaram possível este número.

Para terminar, não poderíamos deixar de agradecer a todos os autores que tornaram possível este número. E um especial agradecimento ao Editor Convidado, responsável pela coordenação e revisão deste número.

Nota Final: Sendo a TMQ uma revista em formato digital, relembramos que os autores podem enviar os seus abstracts ou propostas de comunicação de forma permanente (ver instruções para publicação em www.publicacoes.apq.pt), não necessitando de esperar pelos Calls for Papers.

O Editor Coordenador

António Ramos Pires