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Revista Qualidade – 2015 – Edição 3

Revista Qualidade – 2015 – Edição 3

Índice


FERRAMENTAS E MÉTODOS

  • Garantias e Contratos de Assistência Pós-Venda
  • Controlo Estatístico Multivariado do Vetor Média de Processos com Grande Número de Dados

ESTUDOS

  • Um Processo de Injeção de Plásticos – Melhoria do Programa de Controlo Estatístico
  • Uma visão diferente da Inovação

ATUALIDADE

  • Gestão do Risco – A sua importância na estratégia das organizações
  • O Pensamento baseado em Risco na ISO 9001:2015
  • Avaliação entre pares – IQNet: um caso ímpar de aplicação com sucesso
  • Entrevista – ISQ assinala 50 anos de actividade desde a soldadura ao aeroespacial

Espaço APQ

Agenda

Edição Completa – 5 €

Edição 2 - 2015

  • Luís Miguel Mateus Cristóvão – Vice Presidente da Direcção da APQ

    Fazer bem à primeira vez foi uma lição que aprendemos com Juran e Deming. Somos educados e educamos os nossos filhos em fazer bem, maximizando sempre tudo desde a escola, à sociedade, naquilo em que podemos beneficiar. E nas empresas e sistemas organizacionais, será que estes valores permanecem válidos? Hoje em dia a pressão é enorme e maximizar tudo está também na ordem do dia. No entanto, conhecemos desde a Antiguidade, com Aristóteles, o conceito de alavancagem: “Dê-me uma alavanca e o ponto de alavancagem que eu posso mover o Mundo”. Este pensamento enquadra-se no facto conhecido de que o somatório das pequenas melhorias, dos ótimos locais, não constitui o ótimo global dum sistema.

    Então os valores que nos ensinaram estão errados? O adágio popular do “grão a grão enche a galinha o papo” não é válido? É bom melhorarmos todos um pouco, sempre. O movimento da Qualidade traduziu esta lógica para melhoria contínua. As organizações tentam aplicá-la como podem e sabem. Saberemos tudo? As práticas de gestão atuais com cerca de 100 anos, desde a linha de montagem de Henry Ford ou desde os trabalhos de Frederic Taylor, representam desde o Homo Sapiens menos de 1% do tempo. É insignificante e isto implica uma evolução necessária dos paradigmas da gestão. Podemos ter um sistema em que todos melhoram, mas que nunca se aproxima do seu objetivo maior ou meta. Esta poderá ser o lucro ou qualquer outro fim definido pela gestão. A palavra que traduz esta mudança de paradigma é… FOCO.

    As organizações deverão estar focalizadas no seu objetivo último e estar alinhadas com ele, desdobrando-se de seguida nos restantes objetivos. A lógica aristotélica foi desenvolvida por Goldratt nos anos 80 através da Teoria das Restrições, que são os pontos dum sistema que impedem ou não que este se aproxime do seu objetivo final ou meta. Mas como é que isto impacta a melhoria contínua? Fazer bem à primeira e melhorar no ponto de alavancagem tem um efeito quântico, uma eficácia sem paralelo numa organização.

    A melhoria pode ser gerida de uma forma estruturada e não política, para que nos possamos aproximar da meta com um mínimo de desperdícios, da forma mais lean possível. Focalizar nas restrições permite gerir o fluxo de cash flow ou de qualquer outro benefício estrategicamente orientado para a meta da organização. Mudarmos de paradigma significa que os sistemas para que possam ter melhorias globais e sustentadas deverão ser geridos através dos seus pontos de alavancagem como os antigos preconizaram.

    Se olharmos para Portugal como um sistema, deve existir um objetivo principal, uma meta para o país, em que todos os portugueses se possam focalizar. Embora possamos falar de várias metas, “a maximização da riqueza nacional ou o PIB hoje e no futuro” é hoje a condição sine qua non para progredirmos. Só isso nos vai permitir alcançar outros objetivos que surgem como condições necessárias (mas não suficientes) relacionados com o combate aos desperdícios, com a responsabilidade social e com a qualidade de vida das populações.

    Neste período, para que nos possamos focalizar e encontrar os pontos de alavancagem…, para fazer mover Portugal…, deveríamos começar por repensarmos a nossa Meta!

  • Propriedade e Edição Associação Portuguesa para a Qualidade | NIPC 500960410
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    Produção Editorial Infofluxos – Edição e Comunicação Av. das Forças Armadas 4, 2ºB 1600-082 Lisboa
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    Fotografia IStockPhoto© e entidades participantes
    Pré-impressão e impressão Jorge Fernandes, Lda.
    Periodicidade trimestral
    Preço: 5 € (IVA incluído)
    Tiragem: 5000 exemplares | Inscrição no ICS nº 116964 | ISSN 0870-6743 | Dep. Legal nº 65326/93
    Distribuição gratuita aos membros da APQ Os textos incluídos nesta revista expressam a opinião dos seus autores e não necessariamente a opinião da APQ, sua Direcção, Órgãos Sociais ou colaboradores. É interdita a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações sem a expressa autorização da APQ.

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