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Revista Qualidade – Inverno 2011 – Edição 4

Revista Qualidade – Inverno 2011 – Edição 4

Índice

  • Compreender a Ética das instituições do sector social – Imperativo ético e desafio à gestão

    Manuel de Lemos

  • Para visualizar o conteúdo é necessário Login.
  • Qualidade dos Serviços Sociais

    Jerónimo Sousa

  • Sistema EQUASS

    Carla Cunha

  • CECO Mira Sintra – A Qualidade é um percurso de todos para todos

    Carina Conduto

  • CERCIBEJA – Experiência de certificação vivida por dentro

    Luís Miguel Vieira

  • Viver a mudança na APPDA Lisboa

    Isabel Cottinelli Telmo

  • Razões para uma adesão ao EQUASS

    Carla Gonçalves Pereira

  • Sistemas Integrados de Gestão – Factores críticos de sucesso

    João Almeida • Paulo Sampaio • Gilberto Santos

  • PROGREDIR DE FORMA SUSTENTADA NO IGFSS

    Paula Pedro

Edição Completa – 5 €

Inverno 2011

  • Mais Valor para os Associados, mais Qualidade para o País

    José E. de Figueiredo Soares – Presidente da Direcção da APQ Em Fevereiro de 2009 propusemos aos associados, para o período de gestão que então se iniciava, um programa cujo lema era “Mais Valor para os Associados, mais Qualidade para o País”. Considerávamos então que a resposta aos desafios com que a sociedade e a economia portuguesas se defrontavam passava, entre outras, pela afirmação da Excelência como visão mobilizadora para as organizações públicas e privadas, bem como pela adopção dos princípios, metodologias e ferramentas da Qualidade na sua gestão estratégica e operacional. Um tal contexto exigia da nossa Associação acrescidas capacidades de articulação com os agentes económicos, os profissionais da Qualidade e os centros de saber mais relevantes nestes domínios, como forma de identificar as reais necessidades em presença e de mobilizar as competências mais adequadas. Tendo em vista o desenvolvimento dessas capacidades, a Direcção propunha-se desenvolver, no triénio, um conjunto de iniciativas dirigidas aos objectivos sectoriais constantes no scorecard estratégico apresentado na sua candidatura. Com o exercício de 2011, termina, também, o mandato para o qual esta Direcção foi eleita. De acordo com as boas práticas associativas, caberá aos associados avaliar se, e em que extensão, aqueles objectivos foram atingidos e, em última análise, o mérito ou o demérito da gestão, neste período. Não pretendendo, em nada, condicionar essa avaliação, gostaria de aproveitar este espaço da nossa Revista para, de uma forma necessariamente muito sintética, destacar algumas daquelas que considero serem as mais importantes realizações do período, nas diversas “frentes” que julgámos relevantes para o posicionamento, actual e futuro, da APQ. PRINCIPAIS REALIZAÇÕES DO PERÍODO: >Uma nova sede e novos canais de comunicação O mandato iniciou-se com a inauguração e a instalação dos Serviços Centrais na nova sede situada no Pólo Tecnológico de Lisboa e, algum tempo mais tarde, pela modernização dos nossos principais canais de comunicação institucional, designadamente o Portal da APQ, a Revista Qualidade e o Boletim Informativo, bem como pela melhoria da gestão da comunicação através dos media. Ainda que de naturezas e impactes muito diferentes, todas estas realizações assumem particular relevância: a primeira porque, culminando um processo de melhoria e racionalização de instalações, que envolveu todas as Delegações Regionais e os Serviços Centrais, deu satisfação a uma antiga deliberação da Assembleia Geral relativa à aquisição de um imóvel, mais adequado do que o da Reboleira, para instalação da sede da Associação; as restantes, porque permitiram, simultaneamente, melhorar de forma significativa a qualidade e a eficácia da comunicação, a presença da APQ nos meios de comunicação social e o desenvolvimento de competências internas, alargando grandemente o potencial de crescimento neste domínio. >Celebrar 40 anos, olhando para o futuro Para assinalar o quadragésimo aniversário da APQ, ocorrido em 2009, a Direcção decidiu promover a realização do estudo “O Futuro da Qualidade em Portugal”. Tratou-se de um trabalho inovador e de grande qualidade técnica e científica, cujas conclusões se mantêm de enorme utilidade, não só para a APQ, enquanto referencial estratégico, mas também para todos quantos têm responsabilidade no estabelecimento e implementação de políticas públicas neste domínio e, mais genericamente, para aqueles que, enquanto gestores, profissionais ou cidadãos, directa ou indirectamente integram o Movimento da Qualidade no nosso País. >Uma plataforma multi stakeholder Dando continuidade à estratégia iniciada no anterior período de gestão com a criação do IPBPM, foram, neste triénio, criadas duas novas estruturas temáticas: o Centro de Responsabilidade e Inovação Social (CRIS) e o Grupo de Estudos de Risco Empresarial (GERE), bem como duas outras, de natureza profissional: o Colégio de Auditores (CA) e a Rede de Investigadores da Qualidade (RIQUA). Trata-se, em todos os casos, do desenvolvimento de estruturas dotadas de elevado grau de autonomia, com o intuito principal de fazer da APQ uma plataforma colaborativa, atractiva para entidades e profissionais particularmente qualificados que, embora em alguns casos distantes das abordagens mais tradicionais da Qualidade, possam trazer, para o activo de conhecimento detido pela Associação, os saberes e as competências que têm vindo a integrar o conceito de Excelência Organizacional. Pretendeu-se, deste modo, aproveitar sinergias, aumentar a eficiência na utilização de recursos e a capacidade de intervenção junto dos grupos-alvo prioritários para a actividade da APQ, simultaneamente promovendo uma diversidade propiciadora de criatividade e de inovação, determinantes da qualidade e da sustentabilidade dessas intervenções. Ainda que em diferentes estádios de maturidade, todas estas estruturas se encontram activas. >Abrir novas áreas de intervenção No quadro da estratégia estabelecida, foram prospectadas oportunidades de alargamento da intervenção em áreas emergentes ou de maior potencial. Do trabalho realizado viriam a resultar: o reconhecimento da APQ como “Local License Holder” do modelo EQUASS em Portugal, com a oportunidade decorrente da gestão de um programa específico de formação que abrangeu já mais de uma centena de entidades prestadoras de serviço social; o desenvolvimento de competências no domínio das directrizes para produção de relatórios de sustentabilidade, através da participação, enquanto entidade consultora da GRI Global Reporting Initiative, num projecto plurianual de capacitação de cadeias de fornecimento; e o reconhecimento como Organismo de Normalização Sectorial (ONS) para a Gestão do Risco, no âmbito do qual a APQ acolhe e assegura o secretariado da respectiva Comissão Técnica de Normalização (CT 180). Estas são áreas de particular relevância na perspectiva da consolidação e alargamento da capacidade de intervenção da Associação no futuro, tendo a APQ demonstrado em todas elas já um elevado desempenho, externamente reconhecido. >Uma rede de parcerias mais vasta e eficaz Foram muitas e de diversa natureza as relações de parceria que, ao longo do triénio, foram reforçadas ou estabelecidas de novo. Com todas se pretendeu amplificar e melhorar a qualidade das intervenções, atingir públicos mais vastos, trazer novos conhecimentos e competências para o portfolio de saberes detido pela APQ e construir uma rede eficaz de identificação e de preparação de resposta a necessidades da sociedade. Pela relevância que tiveram no período, são de destacar as parcerias estabelecidas com a American Society for Quality (ASQ), consubstanciada na celebração de um Memorando de Entendimento para a colaboração com a comunidade ASQ em Portugal e no reconhecimento da APQ como membro da rede de World Partners da ASQ; com a European Platform for Rehabilitation (EPR), no âmbito da gestão do sistema de certificação EQUASS; com a Global Reporting Initiative (GRI), no âmbito do projecto GANTSCh; com o IPQ e a COTEC, no âmbito da prestação de formação em gestão de sistemas de IDI; e, em âmbitos de colaboração mais alargada, com a Sociedade Portuguesa para a Qualidade na Saúde, com a Universidade da Madeira e com a Direcção Regional para o Investimento e a Competitividade, da Região Autónoma dos Açores. >Uma formação diferenciada e qualificante Acompanhando a evolução das necessidades identificadas no mercado e procurando a diferenciação pela capacidade de entregar valor efectivo, muitas foram as novas propostas formativas e de capacitação que, ao longo do triénio, foram apresentadas pela APQ. Esta estratégia de diferenciação e a capacidade de estabelecer as parcerias mais adequadas em cada circunstância determinaram um nível de actividade formativa sempre acima do verificado no triénio anterior. Destacam-se, entre muitas outras, as acções no âmbito de: Gestão da Inovação e do EQUASS, antes referidas; Gestão de Projectos, em parceria com a APOGEP; Gestão do Risco; Ferramentas Lean e TPM, em parceria com o Instituto Kaizen; e, pelo facto de corresponder à concretização de uma antiga ambição da nossa Associação, a Pós-Graduação em Excelência Organizacional que, já no final de 2011, teve início no Porto, totalmente concebida e gerida pela APQ. Em todas estas acções se procurou reforçar a componente qualificante, com recurso, sempre que possível, à certificação formal das competências adquiridas.

    Estas foram algumas das realizações mais significativas e estruturantes que tiveram lugar no triénio que agora termina e com as quais a Direcção pretendeu dar corpo ao seu plano estratégico, com o objectivo de criar condições de sucesso sustentado no médio e longo prazos, simultaneamente assegurando a gestão prudente dos recursos financeiros disponíveis, mesmo num contexto que, por causas sobejamente conhecidas, viria a revelar-se progressivamente mais restritivo e condicionante da actividade, tanto ao nível da procura, como no que toca à capacidade de angariar recursos de financiamento. Pensamos que, com três importantes excepções – a inversão da persistente tendência de erosão da base de associados, a rentabilização do espaço da Reboleira e a obtenção do Recognized for Excellence pelos Serviços da Associação –, as duas primeiras das quais muito influenciadas pelas condições de contexto do exercício, terão sido atingidos os objectivos a que a Direcção se propôs para este mandato. Aquelas realizações e o aumento da actividade que implicaram, bem como os resultados positivos alcançados em todos os exercícios do mandato, ficam a dever-se à competência e dedicação dos colaboradores da APQ que, com “Qualidade”, sempre souberam responder aos desafios que a Direcção lhes foi colocando e, também, ao espírito associativo e ao trabalho desinteressado desenvolvido pelos associados que, nas delegações, nas estruturas, nos grupos dinamizadores e no exterior, em representação da sua Associação, quiseram disponibilizar as suas competências em favor da promoção dos princípios e valores que partilhamos. Não menos importante para o nível de realização alcançado foi o apoio de um largo número de entidades parceiras, associadas ou não, que, umas vezes desafiando-nos, outras aceitando os nossos desafios, estiveram com a APQ no esforço de promoção da mudança a que nos propusemos. A todos, em nome da Direcção, quero expressar reconhecimento e agradecimento pelo apoio e pela confiança que sempre nos prestaram, certo de que a visão de uma APQ – “referência nacional nos domínios da Qualidade e da Excelência Organizacional” – que nos motiva, continuará, com a participação de todos, a ser construída no futuro, para que a nossa Associação possa, de facto, entregar mais valor aos associados e, pela sua participação na promoção da excelência do desempenho dos nossos agentes económicos, positivamente contribuir para a melhoria sustentada da qualidade de vida dos portugueses. No termo deste exercício cesso, igualmente, as funções de Presidente da Direcção, que desempenhei nos últimos seis anos. Pessoalmente, considero uma honra ter participado na transformação ocorrida na APQ durante este período de abertura e de reposicionamento estratégicos e um privilégio ter podido coordenar duas excelentes equipas de Direcção que, sempre com grande entusiasmo e competência e, por vezes, também com sacrifício pessoal, desinteressadamente desempenharam o trabalho associativo em que se haviam comprometido. Trabalhar com tais equipas foi, para mim, uma experiência inspiradora e uma importante oportunidade de aprendizagem, pela qual não posso deixar de ficar grato. Como sempre ocorreu nos 43 anos de vida da nossa Associação, mais do que a alguma entidade externa, cabe aos associados avaliar o interesse do projecto associativo e do enorme activo intangível detido pela APQ e criar as condições, em cada circunstância, mais adequadas, para que esse activo possa ser sustentadamente valorizado e colocado ao serviço do País. É que, tomando a visão formulada por Juran para o século XXI, também nós somos responsáveis por fazer deste nosso tempo, em Portugal, “o Tempo da Qualidade”. Estou certo de que estaremos à altura da responsabilidade!

  • Propriedade e Edição Associação Portuguesa para a Qualidade NIPC 500960410

    Redacção e Secretariado Pólo Tecnológico de Lisboa, Rua Carlos Alves, nº 3 1600-515 Lisboa Tel. 214 996 210 | Fax 214 958 449 geral@apq.pt www.apq.pt

    Director Jaime Franco Jeijóo

    Coordenadora Executiva Isabel Almeida

    Produção Editorial Infofluxos – Edição e Comunicação Av. das Forças Armadas 4, 2ºB 1600-082 Lisboa Tel. 217 819 442 | Fax 217 819 447 www.infoqualidade.net

    Coordenação e Revisão Graziela Afonso (grazielaafonso@infoqualidade.net)

    Projecto Gráfico, Paginação e Publicidade Cempalavras – Comunicação Empresarial Av. Almirante Reis 114, 2º C 1150-023 Lisboa Tel. 218 141 574 | Fax 218 142 664 geral@cempalavras.pt www.cempalavras.pt

    Direcção Comercial Luís Paulo Morais (luis.morais@cempalavras.pt)

    Apoio Editorial Paula Braga (paula.braga@cempalavras.pt)

    Design e Produção Ana Gaveta, Fátima Matos, Patrícia Gonçalves

    Fotografia IStockPhoto© e entidades participantes

    Pré-impressão e impressão Jorge Fernandes, Lda. Publicação trimestral Preço: 5 € (IVA incluído) Tiragem: 5000 exemplares Inscrição no ICS nº 116964 ISSN 0870-6743 | Dep. Legal nº 65326/93

    Distribuição gratuita aos membros da APQ Os textos incluídos nesta revista expressam a opinião dos seus autores e não necessariamente a opinião da APQ, sua Direcção, Órgãos Sociais ou colaboradores. É interdita a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações sem a expressa autorização da APQ.

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