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TMQ – A Qualidade numa Perspectiva Multi e Interdisciplinar – Qualidade e Saúde: perspectivas e práticas – Temático 1

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TMQ – A Qualidade numa Perspectiva Multi e Interdisciplinar – Qualidade e Saúde: perspectivas e práticas – Edição Especial

Editores:

Carlos Alberto da Silva Margarida Saraiva António Teixeira

ISSN online 2183-0932

ISSN: 1647-6263

Um mundo com qualidade é aquilo que todos desejamos nas e para as nossas vidas. Embora a ideia de qualidade seja largamente utilizada no meio industrial e dos serviços, a sua aplicação no seio dos serviços e cuidados de saúde tem vindo a ganhar cada vez maior expressão. Caracterizando a intervenção em saúde moldada pelo imperativo da resolução eficaz e eficiente dos problemas da saúde-doença, pela exigência de respostas interactivas no quadro dos recursos organizacionais e profissionais na qual se inscreve, fomentar e sedimentar a qualidade na prestação de cuidados de saúde se exige, em primeira e em última instância, uma transferência rigorosa das metodologias, modelos e demais lógicas processuais da qualidade na estrutura dos cuidados de saúde, aspectos que requerem uma profunda reflexão sobre a reorganização da governança de todo o sistema de saúde. É precisamente pela relevância da problemática da qualidade no actual contexto de mutação do mundo organizacional da saúde que aqui se apresentam algumas exposições, reflexões e situações, sistematizadas numa primeira edição temática da Revista TMQ – Qualidade, e ancoradas em perspectivas multi e interdisciplinares aplicadas à área da saúde.

Qualidade em saúde: da definição de políticas à avaliação de resultados

02/03/2013 |
Ao nível das políticas de saúde os principais condicionalismos que hoje se colocam prendem-se, entre outros, com: i) as alterações demográficas e envelhecimento da população; ii) a crescente complexidade dos cuidados de saúde; iii) o desenvolvimento tecnológico; iv) o aumento das expectativas dos doentes e; v) os problemas associados ao financiamento, que condicionam, não só o presente, mas sobretudo a sustentabilidade no futuro. Do ponto de vista da qualidade, «o grande desafio» têm a ver com a necessidade de criar com sucesso, um sistema que, de forma coerente e integrada, englobe os múltiplos esforços que, os profissionais e as organizações estão a desenvolver de molde a potenciar os benefícios para os doentes. A avaliação da qualidade dos cuidados prestados, visando a melhoria contínua e o aumento da efectividade dos mesmos, constitui uma finalidade dos sistemas de saúde modernos. Neste contexto, à semelhança do que se passa noutros países, as questões relacionadas com a avaliação, garantia e melhoria contínua da qualidade no sistema de saúde, de âmbito público, privado ou social, assumem cada vez maior relevância. Melhorar a qualidade dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos e assegurar a todos os utilizadores acesso a cuidados de qualidade, em tempo útil e com custos adequados é, pois, um desafio para os diferentes actores (stakeholders) da saúde.

Portugal: centros de saúde, qualidade e governação clínica

02/03/2013 |
É apresentado no presente artigo uma reflexão sobre os caminhos para a governação clínica nos centros de saúde e as suas implicações no contexto da qualidade na organização da prestação de cuidados de saúde.

Visão simbiótica de qualidade em saúde – busca contínua pela melhoria

02/03/2013 |
A sociedade moderna tem sido alvo de profundas mudanças a nível político, social e económico. No campo da saúde estas alterações influenciam a orgânica das políticas institucionais e da gestão dos recursos. A qualidade, como processo contínuo de obtenção de resultados desejados, é a força motriz, para a implementação de novas estratégias, face às novas exigências a implementar. Contudo, a tomada de decisão na escolha das melhores estratégias não é um processo linear. O processo de melhoria e desenvolvimento da qualidade implica a envolvência de uma rede organizada de actores sociais e políticas organizacionais, que deverão ser tidas em conta. O utente torna-se o ponto nuclear quando se fala de qualidade em saúde, uma vez que os serviços, as pessoas e os processos, moldam-se para ir de encontro às suas exigências. Numa visão simbiótica, a acção colectiva entre actores é cru- cial quando se pretende uma melhoria na qualidade dos serviços de saúde.

Desafio para o futuro: usar humor para aumentar a qualidade em saúde

02/03/2013 |
A qualidade dos cuidados de saúde, prestados aos cidadãos, é determinante para o sucesso das organizações de saúde. Os clientes tendem a avaliar a qualidade dos cuidados de acordo com a receptividade que os profissionais de saúde têm para com as suas necessidades individuais. O sistema de saúde teve importantes avanços no último século e os cidadãos esperam que os cuidados de saúde modernos abranjam todas as diferentes possibilidades de ajuda para a situação que vivenciam. O humor é uma dessas possibilidades; um mecanismo de coping, e que tem potencial para ajudar as pessoas a viver a vida com alegria e felicidade; a capacidade de aumentar a produtividade e a satisfação profissional e a capacidade de aumentar a qualidade dos cuidados de saúde prestados. Relações interpessoais verdadeiras, credíveis, respeitosas, corteses e onde seja utilizado humor terapêutico, são consideradas por muitos clientes como determinantes para a qualidade dos cuidados que recebem. De entre os resultados globais do uso do humor, entre profissionais de saúde e clientes, entre profissionais apenas ou entre clientes, surge um aumento da qualidade em saúde e o reconhecimento da qualidade das organizações de saúde.

Qualidade e comunicação nas organizações de saúde: aplicação prática no HCIS

02/03/2013 |
Discute-se a cada vez maior exigência de qualidade nas organizações de saúde, que deve ser encarada como uma ferramenta de gestão e de mudança, e a necessidade intrínseca de uma melhor e mais abrangente rede de comunicação, que se impõe para a transmissão de informação e conhecimento, numa sociedade que a uma velocidade atroz se encontra em constante mutação e desenvolvimento. Neste sentido, esta temática assume particular importância no contexto actual, pois a qualidade representa o garante da subsistência da organização abrindo caminho à eficiência e à eficácia organizacional. Este trabalho parte do conhecimento da percepção dos enfermeiros, que na organização de saúde estão directa e proporcionalmente relacionados com a satisfação do cliente, na medida em que asseguram a manutenção dos padrões de qualidade, que a organização pretende alcançar e comunicar, sendo fundamentais na imagem global transmitida e, consequentemente, na criação de valor da própria organização.

Qualidade no relacionamento entre profissionais de saúde e doentes

02/03/2013 |
O presente estudo integra-se na temática do relacionamento entre profissionais de saúde e doentes, numa perspectiva de gestão de qualidade. Procura dar resposta aos novos desafios de promover o envolvimento do doente e o seu direito à sua autonomia. Especificamente procura descobrir, qual a dinâmica do relacionamento entre profissionais de saúde e doentes, que melhor se adapte à Gestão da Qualidade na saúde e seja, ao mesmo tempo, adequada à realidade clínica e sociológica actual. Para tal utilizou-se uma metodologia qualitativa designada de fenomenografia, que é um método que se integra numa abordagem interpretativa, da realidade procurando descobrir como é que um determinado local se tornou em serviço de qualidade. Para informantes seleccionou enfermeiros médicos e doentes de um serviço de nefrologia, com entrevistas semi-estruturas, sendo de seguida feita análise de conteúdo. Como resultados apresentam-se os factores importantes no envolvimento do doente, bem como os modelos de relacionamento encontrados que se dividem em modelos de interacção pessoal e modelos de relacionamento clínico. Descobriu-se que estes modelos não são estáticos mas dinâmicos, levando a que se apresente um modelo explicativo da evolução da relação entre profissionais de saúde e doentes crónicos em diálise renal, ao longo do tempo, dando alguns contributos para a gestão da qualidade.

Aspectos conceptuais e metodológicos da qualidade em saúde: a acreditação hospitalar pela Joint Commission International

02/03/2013 |
O desenvolvimento contínuo da qualidade passou a ser um dos principais elementos a ter em conta nas políticas de saúde. De auto responsabilização no caso do desenvolvimento da qualidade relativa aos profissionais e organizações de saúde e de responsabilização externa por parte do regulador público e do agente contratualizador, em relação às garantias a dar ao cidadão, contribuinte, utilizador. Durante a última década assistiu-se a uma rápida evolução no conceito de qualidade na saúde, exprimindo-se actualmente em três dimensões: a qualidade em relação à prática profissional, tanto em termos de processo como de resultados; a qualidade como elemento central da gestão organizacional e a qualidade como marca de garantia e segurança face ao utilizador dos serviços de saúde, tendo esta última como refe- rência a certificação e acreditação. Tendo como base a relevância desta temática com este artigo pretendeu-se perceber a necessidade, complexidade e exigência crescente da qualidade relacionada com os serviços de saúde, neste caso das organizações hospitalares. Foram definidos como objectivos: aprofundar conhecimentos sobre aspectos conceptuais e metodológicos da qualidade em saúde e; reflectir sobre uma experiência de utilização do processo de Acreditação Hospitalar pela Joint Commission International. Inicia-se por uma abordagem conceptual seguida de breve análise das metodologias de qualidade tendo como referência os projectos em curso em Portugal, após o que se analisa a acreditação pela Joint Commission International.

Qualidade dos sistemas de informação num serviço de radiologia

02/03/2013 |
A preocupação com a qualidade pelos serviços pelas organizações de saúde é uma realidade. Em resultado disso têm sido implementados sistemas de informação a fim de melhorar a qualidade dos procedimentos e do processo clínico e de gestão. A qualidade dos sistemas de informação assume particular destaque pelo papel que os sistemas de informação têm na gestão. Avaliar a qualidade dos sistemas de informação é crucial para perceber se os mesmos potenciam uma melhoria da qualidade de desempenho dos profissionais de saúde. Para tal, realizou-se este estudo de natureza descritiva num serviço de radiologia de um hospital, aplicando-se um questionário para avaliar a qualidade do sistema de informação e os impactos do mesmo na melhoria de desempenho dos profissionais de saúde em causa.

Manual da qualidade e abordagem por processos: o caso de uma sala de mamografia

02/03/2013 |
A aplicação de ferramentas de Gestão ao Serviço de Radiologia pode representar um papel significativo na melhoria dos procedimentos realizados, nomeadamente os de uma sala de Mamografia Digital, uma vez que através de um controlo eficiente dos processos, é possível alcançar os objectivos a que o serviço se propôs. Neste âmbito, as auditorias, bem como a sua abordagem por processos, assumem um papel cada vez mais fundamental para a melhoria dos cuidados prestados, através da normalização e aperfeiçoamento dos processos auditados. Para tal, é essencial que todas as normas e processos sejam parte constituinte de um Manual da Qualidade, já que este deve representar um elemento de referência e uniformização dos métodos a aplicar na Gestão da Qualidade, designadamente no que se refere à satisfação do utente e à optimização dos processos.

Controlo estatístico da qualidade e saúde

02/03/2013 |
Os valores em causa na saúde, a vida e o bem estar, e a sua ausência, a morte, o dano e a doença, tornam ainda mais exigente o uso de métodos de controlo e melhoria do desempenho do sistema de saúde e das suas partes. A dimensão e a fragmentação estrutural, como características da rede de prestação de cuidados, agravam os riscos próprios e colocam desafios de gestão e de qualidade inigualáveis. Podemos dizer que nos encontramos no início de uma nova era, a qual exige que nos aparelhemos para a viagem de eliminação constante de erros e desperdício na Saúde. Sem margem para dúvidas a estatística e os estatísticos são uma parte essencial da tripulação e da aparelhagem dessa nova navegação.

Controlo estatístico do processo – monitorização do desempenho de equipamento radiológico

02/03/2013 |
Os programas de controlo de Qualidade de equipamentos radiológicos envolvem a realização de uma sequência de testes exaustivos e rotineiros aos equipamentos, no sentido da verificação do seu funcionamento adequado. Esta verificação é feita pela medição de um ou vários parâmetros cujos resultados têm de se enquadrar dentro de determinados limites definidos tanto pela legislação nacional como por normas internacionais. Considera-se no entanto que a realização de uma análise estatística dos resultados obtidos periodicamente permite acompanhar o desempenho do equipamento, tornando possível a previsão de desvios sistemáticos ao funcionamento óptimo do sistema mesmo antes deste atingir os limites de tolerância, sendo por isso uma clara mais valia. O aparelho escolhido para este estudo foi um mamógrafo Siemens MAMMOMAT 1000. Focamos este trabalho na análise do kerma médio à superfície de entrada de um fantoma de acrílico de 4 cm de espessura, valor obtido mensalmente nos programas de controlo de qualidade e que dá uma indicação da Dose Glandular Média. Os valores de kerma foram obtidos através de um dosímetro semicondutor Unfors Mult-o-meter, em modo automático de exposição a 28 kV, com 4 exposições cada, durante os primeiros dois anos após a instalação do equipamento. O trabalho apresentado visa realçar as cartas de controlo como uma ferramenta útil num programa de controlo de qualidade de umbequipamento radiológico, bem como as dificuldades inerentes à utilização desta ferramenta estatística.

Qualidade em saúde: diagnóstico e análise da rede social na prestação de cuidados de saúde a crianças com diabetes

02/03/2013 |
As crianças com diabetes tipo I podem viver num processo de bem-estar contínuo, maximizando o equilíbrio no quotidiano. Neste contexto, os profissionais de saúde poderão e deverão vir a ter um papel único na intervenção junto destas crianças, na promoção da sua qualidade em saúde, no reforço da sua autonomia e nomeadamente na articulação e flexibilização das organizações em rede. Um dos maiores desafios incide em encontrar continuamente recursos e respostas neste contexto, o que nos direcciona para o conceito de qualidade em saúde, sua monitorização e avaliação na procura da excelência dos cuidados. O hospital deverá ter a capacidade de analisar o seu ambiente externo percebendo quais as instituições que poderão cooperar com este, potenciando a qualidade dos cuidados prestados. A ligação dos cuidados de saúde diferenciados e os cuidados de saúde primários, parece então ser um novo caminho a percorrer. O presente trabalho assenta numa abordagem predominantemente qualitativa, sem negligenciar os aspectos quantitativos da metodologia da análise de redes sociais, identificando as dinâmicas da rede formal de apoio à valorização da qualidade em saúde em criança com diabetes tipo I.

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