TMQ – A Qualidade numa Perspectiva Multi e Interdisciplinar – Edição Nº2

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Editores

Maria Raquel Lucas

Margarida Saraiva

Álvaro Rosa

Índice

Qualidade em agricultura: sistemas de certificação, desafios e perspectivas

MARIA RAQUEL LUCAS

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Qualidade, quando referida ao sector agrícola, integra toda a cadeia produtiva, desde a provisão de matérias-primas até ao consumo e pode ser vista na óptica do produtor e do consumidor. Os sistemas de garantia e certificação da qualidade existentes na União Europeia, baseados numa abordagem holística, são particularmente complexos e variados, pela diversidade de consumidores existentes. A maioria aplica-se a um mercado diferenciado e ape- nas um reduzido número e muito diversificado vai além das normas legais, visando a diferenciação dos produtos e a manutenção de determinados padrões de qualidade. O seu desenvolvimento é influenciado por medidas de políticas distintas e, factores económicos e sociodemográficos. Podem classificar-se em função do objecto (produtos ou processos), dos objectivos (consumidor final ou os diferentes intervenientes na cadeia de comercialização alimentar), o conteúdo (rastreabilidade na origem ou modo de produção), os promotores (públicos ou privados), o contexto (local, regional, nacional ou internacional) e, o número de etapas envolvidas na cadeia agro-alimentar.

Palavras-chave: Agricultura, Garantia de Qualidade, Sistemas de Certificação, União Europeia.

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Calidad y competitividad de los productos agroalimentarios

J. VIEIRA JORDÃO

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La gestión de calidad es la función de la compañía que tiene por misión adaptar el producto a las necesidades del cliente y conseguir que todos en la organización esté imbuidos de esta filosofía. Así que hoy, el enfoque en la gestión sistémica e integrada de los procesos de calidad es cada vez más relevante y necesario, con el fin de aumentar la eficiencia de los procesos, reducir costes y aumentar los ingresos a través de la cadena de valor. En un intento de encontrar respuesta para estas preocupaciones, en la primera parte de este artículo se trata de la exposición del concepto de calidad en sus diversas cambiantes, se presenta la evolución de su percepción por el hombre y las actividades económicas a lo largo de los tiempos, se presentan algunas definiciones objetivas de calidad, bien como se expone, en la medida de lo posible, como es percibida la calidad en los productos agroalimentarios. En la segunda parte tras exponer el concepto de calidad como cultura organizacional, se hace una sistematización exhaustiva de los métodos o sistemas actuales de aseguramiento y gestión parcial o integrada de la calidad en los productos agroalimentarios. Por parecer interesante y oportuno, se presenta esa sistematización bajo la forma de una pirámide jerarquizada según el ámbito (reglamentario o voluntario) de los métodos y nivel de preparación exigido a las organizaciones para su aplicación. Por fin, un conjunto de conclusiones es presentado.

Palavras-Chave: calidad y seguridad alimentar, comercio internacional, competitividad, estrategia corporativa, gestión de la calidad.

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Quality in food products: the consumer’s perspective

CRISTINA MARREIROS

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Understanding and explaining the process of food evaluation and choice is to understand and explain the perception process of food quality Product quality is a summary construct, which subsumes many other aspects of the product and is a fundamental criterion for consumers to evaluate and choose food products. In this article the concept of quality from the consumers view point is explored and several theoretical models that explain the perception process of food quality are discussed. Furthermore, the importance of quality for consumers’ food choice and the role of product attributes and of intrinsic and extrinsic cues on the consumer decision-making process will be discussed. Special attention is given to the issues of health and safety in food products and to their contribution to the perceived quality of these products.

Keywords: consumer, cues, food, perception, quality, safety

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Produtos agro-alimentares tradicionais qualificados: definição da qualidade em rede de actores

LUÍS TIBÉRIO • ARTUR CRISTÓVÃO

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A União Europeia publicou, em 1992, legislação comunitária relativa à protecção do nome de produtos que, pela sua origem geográfica e modos de produção, possuem características qualitativas particulares. Tais produtos são vulgarmente designados «Produtos de Qualidade Superior» (PQS) ou «Específica» (PQE). A teoria económica neoclássica postula que o funcionamento normal do mercado é suficiente para garantir a difusão de um bem, pelo que a concorrência entre vendedores será a forma de coordenação que melhor garante a qualidade dos produtos e os compradores os únicos juízes dessa qualidade. Contudo, o reconhecimento da diversidade dos bens, a incerteza sobre as suas qualidades e os problemas de informação sobre essas mesmas qualidades têm colocado problemas aos economistas clássicos defensores do modelo de mercado. Por outro lado, diferentes autores referem que o quadro conceptual proposto pela teoria económica neoclássica não se adapta à natureza dos processos de protecção comunitária de produtos, em que uma multiplicidade de actores intervém sobre a definição da qualidade dos produtos, a qual será objecto de negociação e debate, ultrapassando a simples referência ao preço de mercado. É objectivo principal deste artigo validar a pluralidade das convenções, proposta pela corrente convencionalista da teoria económica, na definição e construção do perfil de qualidades associado aos produtos tradicionais agro-alimentares qualificados. A investigação compreende o estudo das percepções e atitudes dos diferentes actores que operam nas fileiras dos produtos e integra i) a identificação dos elementos de especificidade e tipicidade dos produtos e ii) o estudo de aspectos relacionados com os factores da qualidade, as suas dimensões, os mecanismos de garantia da qualidade e as formas de coordenação que intervêm na regulação do mercado.

Palavras-chave: Construção da Qualidade; Denominação de Origem Protegida; Economia das Convenções; Indicação Geográfica Protegida; Produtos agro-alimentares tradicionais.

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«Pimentón de La Vera»: un caso paradigmático de denominación de origen protegida

TERESA DE JESÚS BARTOLOMÉ GARCÍA • JOSÉ MIGUEL COLETO MARTÍNEZ • ROCÍO VELÁZQUEZ OTERO

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«Pimentón de La Vera» es una Denominación de Origen Protegida que por vinculación geográfica, antecedentes históricos, singularidad y calidad del producto y producción comercializada, responde al arquetipo de DOP en la UE. Las Denominaciones de Origen Protegidas se encuentran con problemas difíciles de superar que se derivan del permanente intento de usurpación del nombre que de manera fraudulenta se lleva a cabo por parte de algunos operadores. Las razones de esta situación se deben a la inseguridad jurídica existente, y al exceso de marcas genéricas que aluden al origen que confunden al consumidor. Se hace necesaria una actuación firme y decidida por parte de todas las autoridades implicadas para salvaguardar los productos con Denominación de Origen de las prácticas comerciales desleales.

Palavras-chave: Denominación de Origen, Pimentón Ahumado, Pimentón de La Vera.

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Calidad y competitividad de la Pera Rocha Portuguesa ante sus directas competentes en el mercado Español

J. VIEIRA JORDÃO

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Este artículo trata de exponer una pequeña parte de la Tesis Doctoral del autor aún no publicado. Se intenta presentar los resultados obtenidos con el análisis de algunas preguntas presentes en las encuestas hechas a los detallistas y consumidores de frutas del área metropolitana de Madrid, en concreto relativamente a las preguntas que dicen al respecto de aspectos de calidad en Peras. Las encuestas fueron realizadas ya el pasado diciembre de 2000. En la primera parte de este trabajo se exponen los resultados obtenidos en las preguntas hechas a los detallistas, mientras que en el epígrafe tres se exponen los resultados de las preguntas relativas a los aspectos de calidad de las Peras que los consumidores consideran importantes. Al final del epígrafe tres se presentan también algunos aspectos de calidad que tienen a ver específicamente con la Pera Rocha portuguesa. Por fin, un conjunto de conclusiones es presentado.

Palavras-chave: Calidad, Comercio Internacional, Competitividad, Estrategia Corporativa.

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Oportunidades para el financiamiento de la calidad en las PyMEs ganaderas argentinas

MATÍAS RUIZ • CRISTIAN R. FELDKAMP • RICARDO L. NEGRI • IÑAKI APEZTEGUIA

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Este capítulo discute el financiamiento promocional disponible en Argentina para proyectos que tengan como objetivo el mejoramiento de la calidad en el sector de ganados y carne bovina. Se plantea una conceptualización y situación general del sector ganadero en Argentina así como una descripción del estado de la «calidad» en este sector. Se caracterizan brevemente 4 potenciales proyectos para empresas PyMEs identificando para cada uno: título, objetivo general, breve descripción de la idea contexto/justificación, actores intervinientes (empresa/asociaciones/organizaciones/sector I+D), y recursos necesarios. Estos proyectos están vinculados a implementación y certificación de Buenas Prácticas en Producción Ganadera; Trazabilidad a lo largo de la cadena; un sistema de toma de decisiones a partir de información y el mejoramiento de la calidad de la carne. Se caracteriza el estado del financiamiento promocional en Argentina y se identifican líneas de financiamiento para poder llevar adelante los proyectos identificados. Finalmente se extraen algunas conclusiones y se proponen recomendaciones para facilitar la capitalización de estas herramientas existentes por parte de los actores del sector.

Palavras-Chave: Argentina, Calidad, Financiamiento, Ganadería Bovina, PyMEs

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Calidad enoturística en la futura ruta del vino de la D.O. ribera del duero en España

MÓNICA MATELLANES LAZO

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En los últimos años, la palabra enoturismo, se ha incorporado definitivamente a nuestro vocabulario. Se trata de una nueva forma de turismo temático de carácter rural y con el vino como eje fundamental. En líneas generales, por enoturistas se entiende a las personas aficionadas al vino (no profesionales) que tienen un interés cultural hacia este producto y aprovechan vacaciones o tiempo libre para conocer zonas vitivinícolas, visitar bodegas, aprender los procesos de la elaboración e incluso vivir cerca la experiencia de la vendimia. La mayoría de las bodegas han visto en el enoturismo una forma no sólo de ganar dinero sino de publicitar de una manera mucho más rentable sus vinos y de fidelizar a los clientes implicándoles en el proceso de elaboración, y en el encanto del entorno y prácticas rurales que rodean a este producto natural. Sim embargo, para poner en marcha proyectos enotur´siticos la D.O. Ribera del Duero se ve en la necesidad de crear una ruta oficial del vino para ofrecer servicios de calidad al turista.

Palavras-Chave: Calidad de Servicios, Denominación de Origen, Enoturismo, Integración de Servicios, Turista.

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A escola como organização – Avaliação pela aplicação do modelo CAF nos departamentos curriculares de uma escola secundária

MARTA ROPIO • JOSÉ CORTES VERDASCA

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Uma das condições que mais influencia a competitividade entre instituições de ensino é a qualidade educativa. As capacidades profissionais necessárias à sociedade obrigam a uma necessária medição da qualidade na educação, no sentido do investimento na melhoria contínua para o atingir da excelência. A qualidade deve ser vista como uma vantagem competitiva. O uso de uma ferramenta de autoavaliação, desenvolvida no espaço europeu, Common Assessment Framework – CAF, procura a promoção da Gestão da Qualidade Total. Este estudo pretende apresentar uma nova perspectiva da importância das lideranças intermédias nos Departamentos Curriculares da Escola Secundária em estudo. O seu objectivo é apresentar uma imagem da percepção da escola aos olhos dos colaboradores – professores e dos Departamentos Curriculares a que pertencem – através da aplicação da CAF e, ao mesmo tempo, entender o enquadramento estrutural da escola, se no sentido da Burocracia Profissional ou, por outro lado, da Adhocracia no sentido mintzeberguiano.

Palavras-Chave: Calidad de Servicios, Denominación de Origen, Enoturismo, Integración de Servicios, Turista.

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Sistemas de gestão da qualidade em instituições de ensino superior – questões de implementação

ANTÓNIO RAMOS PIRES • RODRIGO LOURENÇO

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As experiências disponíveis na implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ) em Instituições de Ensino Superior (IES) evidenciam grandes dificuldades, pelo menos, na gestão dos processos chave de ensino e aprendizagem, ficando muitas vezes confinadas aos processos de suporte. Neste artigo apresenta-se uma reflexão sobre a abordagem escolhida pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), na concepção e implementação de um SGQ. Para o efeito, foi seguida uma abordagem por processos (Pires e Lourenço, 2010). Em primeiro lugar, é estabelecido um quadro teórico e conceptual, o qual ajudou a esclarecer abordagens e a justificar prioridades. Alguns conceitos, dificuldades e mitos são identificados e caracterizados. Em segundo lugar, é tipificada uma abordagem, para a implementação de um SGQ, apoiada na experiência recente do IPS, não tendo, no entanto, a preocupação de a descrever de forma próxima, mas sim a preocupação de ser útil a outras IES. Por último, são apresentadas algumas conclusões sobre o percurso, bem como adiantadas recomendações.

Palavras-Chave: Qualidade, Ensino Superior, Mudança, Processos.

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Implementação da ISO 9001 no ensino superior – O caso da escola superior de enfermagem D. Ana Guedes

CARLA OLIVEIRA BORGES • MARIA J. ROSA • CLÁUDIA S. SARRICO

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Nos últimos anos, a qualidade no ensino superior tem sido um tema presente tanto no discurso dos intervenientes educativos, como no discurso político, marcando, ainda, a sua presença na literatura especializada. O conceito de qualidade é difícil de definir e de medir, sendo esta dificuldade ainda maior em instituições de ensino superior, uma vez que têm um carácter multidimensional, envolvendo um conjunto vasto de funções e actividades: ensino, investigação, docentes e funcionários não docentes, estudantes, infra-estruturas e meio académico. Com este artigo pretendemos ajudar a clarificar alguma polémica gerada em torno da certificação de sistemas de gestão da qualidade baseados na norma ISO 9001 e a sua aplicabilidade em instituições de ensino superior. Para o efeito recorremos a um estudo de caso, analisando a implementação e certificação de um sistema de gestão da qualidade na Escola Superior de Enfermagem de D. Ana Guedes (ESEnfDAG), primeira instituição, na sua área científica, a ser certificada pela Associação Portuguesa de Certificação (APCER).

Palavras-Chave: Qualidade, Sistemas de Gestão da Qualidade, Norma ISO 9001, Ensino Superior

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A qualidade dos cuidados de enfermagem e a norma ISO Aplicação empírica no Hospital Cuf Infante Santo

CARMEN BASTOS • MARGARIDA SARAIVA

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A implementação de um sistema de gestão da qualidade, através da norma ISO 9001, nas organizações de saúde, é um desafio, quer pela dificuldade de avaliação da qualidade dos serviços prestados (cuidados de saúde) quer pelas diferentes posturas perante o fenómeno pelos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e gestores). Neste sentido, é oportuno identificar a percepção dos enfermeiros do Hospital Cuf Infante-Santo, relativamente ao sistema de gestão da qualidade, segundo a norma ISO, e, consequentemente, investigar pontos fortes, pontos fracos, ameaças e oportunidades da implementação dessa norma nessa organização hospitalar. Para atingir os objectivos foi desenvolvido um modelo de análise, onde se considera o relacionamento entre as características da qualidade em saúde, cultura organizacional hospital e do sistema da norma ISO, para o desenvolvimento da melhoria contínua na organização. Do trabalho desenvolvido conclui-se que a percepção relativamente às alterações na qualidade dos cuidados está limitada, dado que maioria dos respondentes não conhece o sistema de qualidade (Norma ISO 9001), sendo este um dos pontos fracos para a implementação da norma ISO na organização.

Palavras-Chave: Qualidade dos Cuidados de Enfermagem, Norma ISO 9001:2000, Organizações de Saúde, Cultura Organizacional.

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A influência da gestão de recursos humanos e organização do trabalho dos enfermeiros na prática dos cuidados que prestam aos utentes no período perioperatório e o grau de satisfação destes com esses cuidados

DINA CLEMENTE • FÁTIMA JORGE • MARTA SILVÉRIO

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Este estudo subordinado ao tema «A influência da Gestão de Recursos Humanos e Organização do trabalho dos Enfermeiros na prática dos cuidados que prestam aos utentes no período perioperatório e o grau de satisfação destes com esses cuidados», pretende analisar as percepções de trinta enfermeiros do Bloco Operatório relativamente ao clima, cultura organizacional e politicas de recursos humanos, no Hospital Nossa Senhora do Rosário, E.P.E.. Pretende também avaliar a satisfação de cento e quatro utentes com os cuidados de enfermagem no período perioperatório. Os resultados permitiram verificar que as estratégias de recursos humanos e os modelos de organização do trabalho foram determinantes para as práticas de enfermagem e estas contribuíram para a satisfação dos utentes.

Palavras-Chave: Qualidade dos Cuidados de Enfermagem, Norma ISO 9001:2000, Organizações de Saúde, Cultura Organizacional.

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Gestão da qualidade e bem-estar no trabalho

MARIA ODETE DE ALMEIDA PEREIRA

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Neste artigo procuramos analisar a influência da Percepção da Gestão da Qualidade sobre um conjunto de variáveis psicológicas que afectam o Bem-estar no Trabalho (BET). As variáveis consideradas foram: Satisfação no Trabalho, Auto-Estima Baseada na Organização e Stress Ocupacional. Essas variáveis foram avaliadas através de questionários. Foi construído um modelo explicativo das relações entre as variáveis em análise. Os resultados mostraram que a Percepção da Gestão da Qualidade influencia positivamente a Satisfação no Trabalho e a Auto-Estima Baseada na Organização e negativamente o Stress Ocupacional. Cinco dimensões, num total de sete, do questionário relativo à Percepção da Gestão da Qualidade influenciam a Satisfação no Trabalho e o Stress Ocupacional, reduzindo-se para quatro o número de dimensões que influenciam a Auto-Estima Baseada na Organização. A dimensão Liderança e Consistência dos Objectivos é aquela que evidencia maior influência sobre o conjunto das variáveis em análise.

Palavras-Chave: Qualidade dos Cuidados de Enfermagem, Norma ISO 9001:2000, Organizações de Saúde, Cultura Organizacional.

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Edição Completa

Este número dois dá continuidade à publicação lançada pelo Departamento de Métodos Quantitativos (DMQ) da ISCTE Business School (IBS) com o apoio da UNIDE – Unidade de Investigação em Desenvolvimento Empresarial do ISCTE (centro de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia – FCT) e do Grupo de Investigação Estatística e Análise de Dados (GIESTA-ISCTE). Pretendemos assim vir a ser um elemento que veicule investigações efectuadas no âmbito da temática da Qualidade, quer por especialistas, quer por outras indivi- dualidades que tenham elaborado trabalhos de Mestrado ou de Doutoramento. Pro- curamos desta forma, para além de outros objectivos, divulgar e colocar à disposição esses estudos, que, de outra forma, ficariam nas prateleiras das bibliotecas univer- sitárias/politécnicas ou na mente dos seus autores. Por outro lado, a partir deste número, a publicação da revista ficará ligada aos Encontros de Tróia, dedicados à temática da Qualidade,a realizar anualmente naquela península que, tal como a revista, regista neste ano a sua segunda edição. Para mais informação sobre estes encontros, contactar António Ramos Pires (anto- nio.pires@estsetubal.ips.pt) ou Margarida Saraiva (msaraiva@uevora.pt). Congratulamo-nos com o facto de neste número podermos contar com a colabo- ração como editora da Prof.a Maria Raquel Lucas, bem como artigos da autoria de outras individualidades consagradas na área, o que constitui um estímulo para conti- nuarmos e procurar melhorar progressivamente a qualidade da revista. Como não foi possível, este ano, por dificuldades orçamentais, lançar o número temático dedicado ao sector da agricultura, este número engloba duas partes: a pri- meira dedicada ao sector agrícola e a segunda referente a outros sectores, com especial incidência no sector da saúde e do ensino. Assim, à semelhança dos números anteriores, pretendemos atingir o objectivo de discutir e aprofundar conceitos da temática da Qualidade, abordando algumas apre- sentações de metodologias e instrumentos de aplicação pragmática, partindo da visão e de experiências de diversos especialistas, bem como a abordagem de alguns dos principais modelos da Gestão da Qualidade. Optou-se mais uma vez por uma estrutura que possibilitasse ao leitor a com- preensão dos conceitos e especialidades de cada área, de modo gradativo sobre a temática da qualidade. Porém e apesar dessas preocupações, o leitor pode con- sultá-la de forma compartimentada, dependendo do seu interesse ou necessidade. Nesse sentido, não existe a obrigatoriedade de uma leitura contínua, dado que os capítulos foram elaborados por autores distintos, que tratam dos temas isolada- mente, sem comprometer o seu entendimento, pois esta publicação está estruturada em diversos artigos, que vão desde uma abordagem mais geral até à mais especí- fica, com temas conceptuais/estratégicos ou mais operacionais. Sendo a qualidade uma função fundamental em qualquer organização e a gestão sistémica e integrada no âmbito da qualidade um processo relevante e necessário ao aumento da eficiência, redução de custos e aumento de receitas através da cadeia de valor, a produção em qualidade, no sector agrícola, pela sua importância na sociedade, é um imperativo extensível a toda a cadeia produtiva, desde a provi- são de matérias-primas até ao consumo. Compreender e explicar o processo de avaliação e de escolha de alimentos em função da percepção da suaqualidade é igualmente um aspecto fundamental, em particular o contributo das questões de saúde e segurança dos produtos alimentares para a qualidade percebida dos pro- dutos. Por outro lado, para além da utilidade primordial de produzir alimentos de quali- dade, com segurança alimentar e em abundância, a agricultura é a única actividade económica que promove a biodiversidade e o ambiente. É precisamente pela rele- vância da qualidade no contexto agrícola, que se expõem alguns contributos, refle- xões e aplicações práticas, sistematizadas na primeira parte desta edição da revista TQM Qualidade. Assim, esta primeira parte inicia-se com um grupo de três artigos. O primeiro artigo, intitulado (1) «Qualidade em Agricultura: Sistemas de Certificação, Desafios e Perspectivas» de Maria Raquel Lucas, aborda o conceito de qualidade em agricul- tura, os sistemas de garantia e certificação da qualidade existentes na União Europeia e os principais desafios e perspectivas futuros. O segundo artigo, denominado (2) «Calidad y competitividad de los Productos Agroalimentarios» de J. Vieira Jor- dão, para além de expor o conceito de qualidade nas suas diversas cambiantes, apresenta a evolução da qualidade percebida, assim como, a sistematização exaus- tiva dos métodos ou sistemas actuais para assegurar e gerir, de forma parcial ou integrada, a qualidade dos produtos agro-alimentares. No terceiro artigo, titulado (3) «Quality in Food Products: The consumer’s perspective» de Cristina Marreiros, é definido o conceito de qualidade do ponto de vista dos consumidores é explorado em vários modelos teóricos que explicam o processo de percepção da qualidade dos alimentos. Também a importância da qualidade na escolha dos consumidores de alimentos e o papel dos atributos dos produtos e de características intrínsecas e extrínsecas no processo de tomado de decisão do consumidor, são discutidos. Um segundo grupo é composto por três trabalhos que mobilizam o enfoque na Política de Qualidade da União Europeia, mais propriamente, da protecção do nome de produtos que, pela sua origem geográfica e modos de produção, possuem características qualitativas particulares. O primeiro, intitulado (4) «Produtos agro-ali- mentares tradicionais qualificados: definição da qualidade em rede de actores» de Luís Tibério e Artur Cristóvão, objectiva validar a pluralidade das convenções, na definição e construção do perfil de qualidades associado aos produtos tradicionais agro-alimentares qualificados. O segundo, titulado (5) «Pimentón de La Vera»: un caso paradigmático de Denominación de Origen Protegida» de Teresa de Jesús Bartolomé García, José Miguel Coleto Martínez e Rocío Velázquez Otero, incide sobre o «Pimentón de LaVera» um produto que pela sua vinculação geográfica, antecedentes históricos, singularidade e qualidade integra uma das figuras jurídicas protegidas pela UE. O terceiro artigo deste grupo, denominado (6) «Calidad y com- petitividad de la Pera Rocha Portuguesa ante sus directas competentes en el mer- cado Español» de J. Vieira Jordão, incide sobre os aspectos de qualidade da pêra Rocha, nomeadamente, os resultados obtidos numa pesquisa realizada aos reta- lhistas e consumidores de frutas da área metropolitana de Madrid. Finalmente, no último bloco, o artigo (7) «Oportunidades para el financiamiento de la Calidad en las PyMEs ganaderas argentinas» de Matías Ruiz, Cristian R. Feld- kamp, Ricardo L. Negri e Iñaki Apezteguia levanta e discute o financiamento promo- cional disponível na Argentina para projectos que tenham por objectivo melhorar a qualidade do sector pecuário e, em particular, da carne bovina. O artigo, intitulado (8) «Calidad Enoturística en la futura Ruta del Vino de la D.O. Ribera del Duero en España» de Mónica Matellanes Lazo, aborda o tema do enoturismo e a oferta de serviços de Qualidade ao turista, em particular na região de Ribera del Duero, em Espanha. Em suma, os diferentes artigos apresentados constituem alguns dos contributos possíveis para a abordagem da qualidade em agricultura e a sua importância global. Em relação à segunda parte, os artigos estão divididos em três grupos. O pri- meiro engloba três artigos relacionados com o sector do ensino. Assim, o primeiro artigo, intitulado (9) «A Escola Como Organização: Avaliação pela aplicação do Modelo CAF nos Departamentos Curriculares de uma Escola Secundária» de Marta Ropio e José Cortes Verdasca, apresenta uma nova perspectiva da importância das lideranças intermédias nos Departamentos Curriculares da Escola Secundária em estudo, como o objectivo de apresentar uma imagem da percepção da escola aos olhos dos colaboradores – professores e dos Departamentos Curriculares a que pertencem – através da aplicação da CAF e, ao mesmo tempo, entender o enqua- dramento estrutural da escola, se no sentido da Burocracia Profissional ou, por outro lado, da Adhocracia no sentido mintzeberguiano. O segundo artigo, denominado (10) «Sistemas de Gestão da Qualidade em instituições de ensino superior. Questões de Implementação» de António Ramos Pires e Rodrigo Lourenço, apresenta uma refle- xão sobre a abordagem escolhida pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) na con- cepção e implementação de um SGQ, através de uma abordagem por processos. E o terceiro artigo, titulado (11) «Implementação da ISO 9001 no ensino superior. O caso da Escola Superior de Enfermagem D. Ana Guedes» de Carla Oliveira Borges, Maria J. Rosa e Cláudia S. Sarrico, clarifica a certificação de sistemas de gestão da qualidade baseados na norma ISO 9001 e a sua aplicabilidade em instituições de ensino superior, através da análise da implementação e certificação de um sistema de gestão da qualidade na Escola Superior de Enfermagem de D. Ana Guedes (ESEnfDAG), primeira instituição, na sua área científica, a ser certificada pela Asso- ciação Portuguesa de Certificação (APCER). O segundo grupo contém dois artigos que abordam aspectos da qualidade no sector da saúde. O primeiro, intitulado (12) «A Qualidade dos cuidados de enferma- gem e a Norma ISO – Aplicação empírica no Hospital Cuf Infante-Santo» de Carmen Bastos e Margarida Saraiva, identifica a percepção dos enfermeiros do Hospital Cuf Infante-Santo, relativamente ao sistema de gestão da qualidade, segundo a norma ISO, e, consequentemente, investiga pontos fortes, pontos fracos, ameaças e opor- tunidades da implementação dessa norma nessa organização hospitalar, através de um modelo de análise, onde se considera o relacionamento entre as características da qualidade em saúde, cultura organizacional hospital e do sistema da norma ISO, para o desenvolvimento da melhoria contínua na organização. O segundo artigo, denominado (13) «A influência da gestão de recursos humanos e organização do trabalho dos enfermeiros na prática dos cuidados que prestam aos utentes no período perioperatório e o grau de satisfação destes com esses cuidados» de Dina Clemente, Fátima Jorge e Marta Silvério, analisa as percepções de trinta enfermeiros do Bloco Operatório relativamente ao clima, cultura organizacional e políticas de recursos humanos, no Hospital Nossa Senhora do Rosário, E.P.E. e avalia a satisfa- ção de cento e quatro utentes com os cuidados de enfermagem no período periope- ratório. E o último artigo desta edição, intitulado (14) «Gestão da Qualidade e Bem-estar no Trabalho» de Maria Odete de Almeida Pereira, analisa a influência da Percepção da Gestão da Qualidade sobre um conjunto de variáveis psicológicas que afectam o Bem-estar no Trabalho.

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