FORGES Volume 5 / Número 2

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Índice

Criação e resultados de um centro de estudos na vida da Universidade Agostinho Neto (UAN)

SUZANETE NUNES DA COSTA // FILIPE SILVA MIRANDA // CRISTINA MARIA PÓVOA BORGES



Concepções de docência de professores que atuam na educação terciária na área de administração, Pernambuco-Brasil

FABIANA FERREIRA SILVA // KÁTIA MARIA DA CRUZ RAMOS



O papel do ensino superior no desenvolvimento de Angola: o caso da ESPtN

TERESA ALMEIDA PATATAS



Análise longitudinal do desempenho dos estudantes da educação superior brasileira: accountability pelo desempenho dos egressos

CLEBER AUGUSTO PEREIRA // MARIA DE LOURDES MACHADO-TAYLOR // JOAQUIM FILIPE ESTEVES FERRAZ ARAUJO // ANDRÉ FRAZÃO TEIXEIRA



O modelo de gestão e organização das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ices) do Rio Grande do Sul – Brasil

SIRLEI DE LOURDES LAUXEN // PATRÍCIA DALL'AGNOL BIANCHI // SOLANGE B. BILLIG GARCES



A gestão acadêmica como fator de promoção do desenvolvimento socioeconômico

MARIA ALEXANDRA F. RODRIGUES // BHANGY CASSY



Aprendizagem: o desafio da educação no Brasil

ALFREDO DIB



Mobilidade internacional e escolhas dos estudantes no ensino superior. O Programa Erasmus em Portugal

MARIA RAQUEL LUCAS // CONCEIÇÃO REGO // MARIA DA SAUDADE BALTAZAR // MARIA FREIRE // ANDREIA DIONÍSIO // ISABEL JOAQUINA RAMOS



Apresentação

Partilhar conhecimento

As sociedades têm ganho a consciência de que a educação e a formação avançadas são um fator de desenvolvimento económico, tecnológico, cultural e social por conta da qualidade e da inovação. Assim, têm-se criado grandes expetativas em torno do ensino superior pela sua função e dinâmicas de produção de conhecimento e de racionalidades que ajudam à sua integração e consequentemente pela sua função política e social em articulação com as empresas, com a administração pública local e central e com todo o tecido cultural e criativo. Por isso, há cada vez mais Instituições de Ensino Superior (IES) e é cada vez maior o número de estudantes, docentes e investigadores e também de técnicos de educação superior a apoiar o desenvolvimento do setor.

- Com efeito, o acesso às IES tem-se ampliado e continua a ampliar-se enormemente, não só promovido pelas políticas públicas como representando também um projeto de negócio para o ensino privado no âmbito do ensino superior, o que abre questões ligadas ao financiamento e à partilha de custos, aos processos de apoios sociais para o seu acesso e sua frequência, à formação de docentes altamente qualificados, a inovações curriculares para articulação de saberes, à avaliação da qualidade do ensino superior e da sua sustentabilidade, a um aprofundamento da análise dos processos de ensino, de investigação e de extensão, bem como à importância da internacionalização e às condições de mobilidade de docentes, de técnicos e de discentes. Há uma vastidão de temas na complexidade do ensino superior e de mandatos que se constituem como vivências e experiências, projetos e desafios e que são preocupações que fazem parte da vida académica do quotidiano e que exigem a análise, a comparação, a redefinição, a reconstrução e a reinvenção de conceções, de estratégias e de práticas. Para esse processo, a investigação em torno de diagnósticos e de estratégias e de práticas inovadoras é fundamental para gerar oportunidades de melhoria nos processos de gestão, de administração, de governança das instituições.

O projeto da Revista FORGES é justamente o de apoiar a partilha das pesquisas que se vão concretizando nas instituições de ensino superior dos países e regiões de língua portuguesa com o empenho dos investigadores como profissionais e observadores qualificados das realidades.

Neste número da Revista registamos a participação de vários investigadores do espaço lusófono, impondo-se um agradecimento à Universidade Estadual de Santa Cruz (Ihéus, Brasil) na pessoa da Professora Sónia Fonseca e da reitora, Professora Adélia Pinheiro e à sua equipa pela sua organização técnica e publicação.

Temos uma abertura original por Jorge Olímpio Bento, da Universidade do Porto, uma espécie de ensaio sobre a língua portuguesa e sobre a importância de se publicar em português que merece a nossa melhor atenção e reflexão.

Depois encontramos vários artigos.

Provenientes de Angola encontramos o artigo escrito por Suzanete Nunes da Costa, Felipe Silva Miranda e Cristina Maria Póvoa Borges o artigo intitulado “Criação e resultados de um centro de estudos na vida da Universidade Agostinho Neto” e o artigo de Teresa Almeida Patatas “O papel do ensino superior no desenvolvimento de Angola: o caso da Escola Superior Politécnica do Namibe”.

Do Brasil temos os artigos “Concepções de docência de professores que atuam na educação terciária na área de administração, Pernambuco” da autoria de Fabiana Ferreira Silva e Kátia Maria da Cruz Ramos; “Análise longitudinal do desempenho dos estudantes da educação superior brasileira: accountability pelo desempenho dos egressos” de Cleber Augusto Pereira, Maria de Lourdes Machado- Taylor, Joaquim Filipe Esteves Ferraz Araújo e André Frazão Teixeira (este envolvendo investigadores portugueses e brasileiros); “O modelo de gestão e organização das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) do Rio Grande do Sul” Sirlei de Lourdes Lauxen, Patrícia Dall’Agnol Bianchi e Solange B. Billig Garces; e “Aprendizagem: o desafio da educação no Brasil” de Alfredo Dib (Universidade Estadual de Santa Cruz).

De Moçambique temos “A gestão acadêmica como fator de promoção do desenvolvimento socioeconômico” da autoria de Maria Alexandra F. Rodrigues e Bhangy Cassy (Universidade Eduardo Mondlane).

E de Portugal, encontramos o artigo” Mobilidade Internacional e Escolhas dos Estudantes no Ensino Superior. O Programa Erasmus em Portugal” do grupo de investigação da Universidade de Évora, composto por Maria Raquel Lucas, Conceição Rego, Maria da Saudade Baltazar, Maria Freire, Andreia Dionísio e Isabel Joaquina Ramos.

Propomos-lhe uma boa leitura e desejamos poder vir a contar com a colaboração de mais investigadores para que a Revista cumpra ainda melhor a função de divulgar a pesquisa que se faz sobre a gestão do ensino superior nos países e regiões de língua portuguesa. A sua colaboração é importante e por isso também lhe pedimos que veja as condições e os procedimentos de publicação.

Tomás Patrocínio

Março de 2018